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Anticoagulantes na Prevenção do AVC. O papel da anticoagulação no tratamento da isquemia cerebral mudou. Por muitos anos, eles foram usados rotineiramente no AVC isquêmico agudo. No entanto, atualmente estão ajudando no tratamento agudo e na prevenção de AVC. Além disso, vários novos anticoagulantes orais estão sendo testados para o tratamento na profilaxia do AVC tromboembólico isquêmico.

Papel dos Anticoagulantes na Prevenção do AVC

Anticoagulação é a inibição terapêutica controlada da coagulação sanguínea por meio de drogas apropriadas para isto, as chamadas anticoagulantes. Os anticoagulantes são uma classe de medicamentos comumente usados ​​para impedir que o sangue forme coágulos perigosos que podem resultar em AVC.

Os anticoagulantes costumam ser o primeiro medicamento prescrito pelos médicos após um AVC, especialmente para prevenir a repetição do evento. Ao reduzir a capacidade do sangue de coagular – e, assim, reduzir a probabilidade de embolia coronária ou vascular – os anticoagulantes são frequentemente usados ​​em pacientes que já apresentam alto risco de AVC.

Por muitos anos, a anticoagulação foi usada rotineiramente e exclusivamente para tratar o AVC isquêmico agudo. Atualmente, novas possibilidades estão sendo consideradas.

Anticoagulantes na Prevenção do AVC – Os Tipos Mais Usados

Heparina

A heparina pode ser administrada por via intravenosa ou subcutânea, mas não por via oral. Às vezes, a heparina é usada para reduzir danos ou riscos de AVC em pacientes hospitalizados, a fim de reduzir o risco de formação de coágulos sanguíneos nas veias das pernas.

Varfarina

A varfarina é um medicamento anticoagulante, tomado por via oral. O uso diário de varfarina pode reduzir o risco de AVC isquêmico em certos pacientes. O uso de varfarina requer monitoramento cuidadoso, como consultas frequentes que incluem exames de sangue regulares.

O Uso de Anticoagulantes na Prevenção do AVC

Anticoagulação para AVC Isquêmico Agudo

Os tratamentos utilizados atualmente não possuem o uso regular de anticoagulação para acidente vascular cerebral isquêmico agudo em seus procedimentos. No entanto, a terapia medicamentosa à base de anticoagulantes continua sendo recomendada para algumas situações clínicas específicas.

Prevenção de Acidente Vascular Cerebral na Fibrilação Atrial

Os anticoagulantes orais fazem parte da terapia medicamentosa utilizada para a prevenção primária e secundária do AVC em pacientes com fibrilação atrial e qualquer um dos fatores de risco adicionais conhecidos. Compreenda a Relação entre Fibrilação Atrial e AVC.

Pacientes assintomáticos (sem sintomas) com menos de 65 anos de idade com fibrilação atrial e nenhum dos outros fatores de risco apresentam baixo risco e devem ser tratados com aspirina ou não devem receber tratamento preventivo.

Cuidados a Serem Tomados Quando Fazer Uso de Anticoagulantes

O processo de tomar medicamentos anticoagulantes orais requer um acompanhamento rigoroso de tudo que você come, especialmente tomar cuidados com alimentos ricos em vitamina K como os vegetais de folhas verdes, até o que e quanto você se exercita.

Além disso, os medicamentos anticoagulantes são diluentes sanguíneos consideravelmente fortes, resultando em risco de sangramento mais sérios com qualquer corte, até os mais básicos, sejam eles cortes, arranhões e quedas comuns.

Por isso, tenha cuidado ao caminhar e com atividades que colocam você em risco de cair ou se machucar. Tenha cuidado ao fazer a barba, porque um corte comum pode levar mais tempo para parar o sangramento. Observe sangue na urina, nas fezes ou nas gengivas ao comer e escovar os dentes; sangramento do nariz; ou machucando facilmente. Caso note sangramento anormal ou excessivo, informe seu médico e converse com ele antes de trocar ou tomar novos medicamentos.

Fatores de Risco Para Sangramento

Os fatores de risco para sangramento em pacientes anticoagulados incluem:

  • Doença hepática ou renal;
  • Abuso de Álcool;
  • Estar com mais de 75 anos;
  • Novos Sangramentos;
  • Contagens de Plaquetas Reduzidas ou Disfunção;
  • Hipertensão não controlada;
  • Anemia;
  • Fatores genéticos;
  • Entre outros.

Lembre-se sempre de consultar-se com seu médico de confiança caso desconfie de uma necessidade de iniciar uma terapia preventiva contra o desenvolvimentos de AVC, além disso, em vista de qualquer sintoma, fale com seu médico.

Referência: The Internet Stroke Center

Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo em Neurologista SP
Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo

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