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O Que é AVC? Como Prevenir?
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A trombose cerebral é uma espécie de AVC que se caracteriza por obstrução causada por um coágulo de sangue nas veias do cérebro. A condição é considerada relativamente rara e pode trazer graves consequências como fala dificultada, problemas na visão e paralisia.

Continue a leitura e conheça os fatores de risco, sintomas e tratamento da trombose cerebral.

Trombose Cerebral – Saiba Mais

O coágulo formado na veia cerebral impede que o sangue seja drenado para fora do cérebro. Por isso, as células sanguíneas se tornam frágeis, podendo romper e causar vazamentos sanguíneos para os tecidos do cérebro, o que chamamos de hemorragia.

Essa condição é três vezes mais comum de ocorrer em mulheres, estando principalmente associada aos seguintes fatores:

  • Sinusite;
  • Infecções de ouvido;
  • Trauma;
  • Cirurgias;
    Estados de hipercoagulabilidade;
  • Medicamentos como pílulas anticoncepcionais orais, esteróides e condições hematológicas e inflamatórias, como Colite Ulcerativa e Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).

Mas apesar de ser mais comuns em mulheres e estar associada a esses fatores, este tipo de AVC pode ocorrer também em homens e nas crianças (até mesmo em recém-nascidos e fetos que estão no útero). Os acidentes cerebrovasculares podem danificar o sistema nervoso central e o cérebro. Por isso, a situação é grave e deve ser levada a um atendimento médico de emergência o mais rápido possível.

Fatores de Risco

Os fatores de risco se apresentam de maneira diferente para crianças e adultos. Para adultos, os fatores de risco podem ser:

  • Gravidez, principalmente nas primeiras semanas após dar à luz;
  • Fibrilação atrial;
  • Problemas relacionados a coagulação sanguínea como:
    • Síndrome antifosfolípide;
    • Deficiência de proteína C e S;
    • Deficiência de antitrombina III;
    • Anticoagulante lúpico;
    • Mutação do fator V Leiden.
  • Obesidade;
  • Pressão Arterial baixa no cérebro também chamado hipotensão intracraniana;
  • Doença Inflamatória intestinal, por exemplo: Doença de Crohn ou Colite Ulcerosa;
  • Câncer;
  • Doenças vasculares do colágeno, como:
    • Lúpus;
    • Granulomatose de Wegener;
    • Síndrome de Behcet.

Os fatores de risco ligados a crianças e fetos podem ser:

  • Problemas com a formação de coágulos;
  • Anemia falciforme;
  • Anemia hemolítica crônica;
  • Talassemia Beta Maior;
  • Doença cardíaca – congênita (nascer com ela) ou adquirida (desenvolvê-la);
  • Carência de ferro no sangue;
  • Alguns tipos de infecções;
  • Desidratação;
  • Ferimento na cabeça;
  • Para os recém-nascidos, caso a mãe que tenha tido certas infecções ou um histórico de infertilidade.

Nosso artigo: “AVC em Jovens Adultos e Crianças – Causas e Oportunidades de Prevenção” aborda os fatores de risco para AVC em crianças e fetos, condição que compartilha os mesmos fatores de risco da trombose cerebral.

Sintomas da Trombose Cerebral

Os sintomas dessa condição variam de acordo com a localização exata do coágulo sanguíneo. Os sintomas e sinais da trombose cerebral são importantíssimos, pois quanto mais cedo notados e diagnosticados, melhor será o prognóstico e consequentemente a recuperação.

A dor de cabeça é comumente o principal sintoma relacionado a Trombose no cérebro. As características das dores, no entanto, variam de paciente para paciente e podem se desenvolver de maneira gradual com uma acentuada piora com a progressão da doença. Outros sintomas são:

    • Visão embaçada;
    • Desmaio ou perda de consciência;
    • Perda de controle sobre o movimento parcial do corpo;
    • Convulsões;
    • Coma;
    • Convulsões;
    • Déficits neurológicos focais;
    • Encefalopatia (em casos mais graves).

Diagnóstico e Tratamento

No pronto socorro, realizamos uma análise dos sintomas apresentados e do histórico familiar, além de um exame físico minucioso. Também podem ser solicitados alguns exames para confirmar o diagnóstico, como tomografia, ressonância magnética, angiografia, ultrassom, exame de sangue e outros.

O tratamento realizado para a anticoagulação sistêmica é baseado na terapia específica para a trombose cerebral. Este procedimento deve ser realizado o mais rápido possível num hospital.

Geralmente, os planos de tratamento incluem uso de fluidos, antibiótico em casos de infecção, fármacos anticonvulsivos para controlar convulsões (se houver).

É importante monitorar o progresso do paciente e sua atividade cerebral, controlando a pressão intracraniana e as terapias medicamentosas de anticoagulantes. Em alguns casos, é necessário realizar cirurgia. Por fim, a reabilitação faz parte do tratamento de todos os pacientes.

Após o Tratamento da Trombose Cerebral

Existe a possibilidade do paciente carregar sequelas do ocorrido. As possibilidades incluem fala alterada, parte do corpo com difícil movimentação, problemas na visão, dores de cabeça, lesão no cérebro, atraso no desenvolvimento, aumento da pressão de fluidos dentro do crânio e até mesmo a morte.

Na verdade, essas sequelas dependem de como o evento afeta o cérebro e quão rápido foi o socorro a este paciente. Felizmente existem algumas práticas para facilitar o viver, como hábitos saudáveis, a prática de atividades físicas com indicação médica e apoio de um profissional de educação físicas, além de programas especiais de reabilitação e fisioterapias dependendo das sequelas (se houveram).

É importante citar que a trombose cerebral pode ser prevenida à base de dietas com poucas gordura, atividades físicas regulares, evitar tabagismo e controlar doenças crônicas de saúde. Para sanar mais dúvidas, converse com seu médico neurologista de confiança.

Referência:  Johns Hopkins Medicine

Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo em Neurologista SP
Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo
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