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Sintomas de vertigem e tontura na doença de Parkinson são comumente relatados pelos pacientes. A sensação de o mundo girar é frequentemente associada a problemas de equilíbrio, sendo que os sintomas são menos notáveis ​​em pessoas nos estágios iniciais do Parkinson. É mais comum que os idosos com Parkinson sintam tontura ou vertigem com mais frequência.

Veja neste artigo mais informações sobre este sintoma e suas possíveis causas.

A Tontura na Doença de Parkinson

Embora esses sintomas não relacionados ao movimento sejam comuns, muitos pacientes acabam não recebendo um diagnóstico adequado. Para otimizar seu tratamento, saiba como identificar vertigens e tonturas para que você possa resolver o problema com sua equipe de atendimento.

Causas da Tontura na Doença de Parkinson

  • Hipotensão Ortostática (OH): uma queda persistente na pressão sanguínea que ocorre ao passar de sentado para de pé ou de deitado para sentado ou em pé. Pode resultar na perda temporária de consciência. É a causa mais comum de tontura nas pessoas com Parkinson. A OH pode ser tratada com: hidratação (beber 6-8 copos de água por dia), meias de compressão e, em alguns casos, por medicamentos prescritos pelo seu médico. Mover as pernas antes de ficar de pé pode melhorar o bombeamento de sangue para o corpo, diminuindo os sintomas. A hipotensão ortostática pode ser diagnosticada a partir da realização do exame de ultrassom transcraniano. Saiba mais sobre o diagnóstico, lendo este artigo.
  • Tontura ou vertigem induzida por medicação: os agonistas da dopamina são os medicamentos mais comuns associados à tontura ou vertigem na doença de Parkinson. Com a ajuda do seu médico, é possível realizar um procedimento chamado desmame da dose: a interrupção lenta dos medicamentos que causam o efeito colateral. Os medicamentos comuns associados à tontura incluem anticonvulsivantes, anti-hipertensivos, antibióticos, antidepressivos, antipsicóticos, analgésicos e anti-inflamatórios.
  • Estimulação Encefálica Profunda (DBS): o procedimento cirúrgico pode estar associado à tontura ou vertigem. Qualquer sintoma pode surgir logo após a cirurgia. Um profissional de saúde determina se a tontura é causada pelo dispositivo, ligando e desligando. Uma vez que o dispositivo é desligado, você deve ser observado pelo seu cuidador ou equipe médica para confirmar se a tontura ou vertigem melhora. Se resolver, sua equipe de saúde precisará verificar a localização dos eletrodos (geralmente por imagem cerebral) e, possivelmente, reprogramar o dispositivo.
  • Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): tontura súbita ao virar na cama ou tontura que dura apenas alguns segundos. Ela pode ser tratada por um fisioterapeuta especialista em reabilitação vestibular ou aprendendo uma série de movimentos simples que você pode fazer em casa.
  • Dores de cabeça da enxaqueca: dor na cabeça pode ser uma potencial causa para tontura ou vertigem. Alguns especialistas se referem a isto como vertigem induzida por enxaqueca. Na maioria dos casos, o tratamento da dor de cabeça ou enxaqueca resolve a tontura.
  • Ataque isquêmico transitório ou acidente vascular cerebral: o início súbito de tontura, geralmente na presença de outros sinais neurológicos, pode significar um ataque isquêmico transitório (uma forma menos severa de acidente vascular cerebral) ou um acidente vascular cerebral propriamente dito. Se houver suspeita de um AVC, você deve procurar atendimento médico imediatamente, passar por exames de imagem apropriados e, potencialmente, por terapias relacionadas ao AVC.

Tontura e vertigem são sintomas que podem vir associados a muitas causas – e que não são exclusivas de Parkinson. Os sintomas podem ser provocados por medicamentos, pressão arterial baixa, ansiedade, gripes e resfriados, desidratação, problemas cardíacos e muito mais. Informe o seu médico neurologista imediatamente se sentir tonturas ou vertigens regularmente.

Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo em Neurologista SP
Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo

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