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Quais são as Sequelas de um AVC?

Sequelas de um AVC

As Sequelas de um AVC. Um acidente vascular cerebral acontece quando o sangue que transporta oxigênio é impedido de chegar ao cérebro. As células cerebrais ficam danificadas e podem morrer se deixadas sem oxigênio, mesmo que por alguns minutos. Um derrame requer cuidados médicos imediatos, é potencialmente mortal e pode causar sequelas a várias partes do corpo.

A melhor chance de reduzir os danos causados ​​por um derrame é obter tratamento médico o mais rápido possível. Os sintomas a longo prazo e o tempo de recuperação dependem de quais áreas do cérebro foram afetadas. Continue lendo este artigo para saber mais sobre o assunto.

Sequelas de um AVC – Possíveis Tipos de Danos

Como citado anteriormente, os sintomas, sequelas e recuperação dependem dos danos na área do cérebro e o que essa área é responsável por controlar. A seguir, saiba mais sobre cada tipo de sequela.

Sequelas de um AVC – Sistema Respiratório

Caso o AVC tenha comprometido a área do cérebro que controla ingestão e a deglutição (ato de engolir) pode haver problemas com essas funções. Também chamado de disfagia. É um sintoma comum após um acidente vascular cerebral, mas geralmente melhora com o tempo.

Se os músculos da garganta, língua ou boca não conseguirem direcionar os alimentos pelo esôfago, esses alimentos e líquidos podem penetrar nas vias aéreas e se instalar nos pulmões. Causando complicações sérias, como infecções e pneumonia.

Um AVC que ocorre no tronco cerebral, onde são controladas as funções vitais do corpo – como respiração, batimentos cardíacos e temperatura corporal – também pode causar problemas respiratórios. Esse tipo de derrame tem mais chances de resultar em coma ou morte.

Sistema Nervoso

O sistema nervoso abrange o cérebro, medula espinhal e uma rede de nervos por todo o corpo. Esse sistema envia sinais do corpo para o cérebro. Quando o cérebro se encontra danificado de alguma maneira, ele não recebe essas mensagens corretamente.

Os sintomas incluem dor maior que o normal quando se é realizado atividades regulares que não eram dolorosas antes do ocorrido. Essa mudança na percepção ocorre porque o cérebro pode não entender as sensações, como calor ou frio, como costumava fazer.

Mudanças na visão podem acontecer se as partes do cérebro que se comunicam com os olhos forem danificadas. Esses problemas podem incluir perda de visão, perda de um lado ou partes do campo de visão e problemas de movimentação dos olhos. Também pode haver problemas de processamento, o que significa que o cérebro não está obtendo a informação que precisa dos olhos.

O pé pendente (conhecido também como pé caído) é um tipo comum de fraqueza ou paralisia que dificulta o levantamento da parte anterior do pé. Isso pode fazer com que você arraste os dedos dos pés ao longo do chão enquanto caminha, ou dobre o joelho para levantar o pé mais alto para impedir que ele se arraste. O problema geralmente é causado por danos nos nervos e pode melhorar com reabilitação.

Pode existir certa sobreposição entre as áreas do cérebro e suas funções. Danos à parte frontal do cérebro podem causar alterações na inteligência, movimento, lógica, traços de personalidade e padrões de pensamento. Se essa área for afetada após um AVC, também poderá dificultar a capacidade de planejamento.

Danos no lado direito do cérebro podem causar perda de atenção, problemas de foco e memória e problemas para reconhecer rostos ou objetos, mesmo que sejam familiares. Também pode resultar em mudanças de comportamento e personalidade, como impulsividade, inadequação e depressão.

Danos no lado esquerdo do cérebro podem causar dificuldade para falar, entender linguagem, problemas de memória, problemas de raciocínio, organização, pensamento matemático/analítico e mudanças de comportamento.

Após um AVC, a pessoa que sofreu também corre um risco maior de ter uma convulsão. Isso geralmente depende da extensão do AVC, do local e de sua gravidade. Compreenda o Risco de Convulsão em Idosos e sua Relação com o AVC.

Sequelas de um AVC – Sistema Circulatório

Um acidente vascular cerebral é geralmente causado por problemas existentes no sistema circulatório que se acumulam ao longo do tempo. Isso usualmente ocorre devido a complicações relacionadas ao colesterol alto, pressão alta, tabagismo e diabetes.

Um AVC pode ser causado por sangramento, conhecido como derrame hemorrágico, ou pelo fluxo sanguíneo bloqueado chamado derrame isquêmico. Normalmente, um coágulo causa obstruções no fluxo sanguíneo. Estas são as causas mais comuns, causando quase 90% de todos os acidentes vasculares cerebrais.

Uma pessoa que já teve um AVC corre um risco maior de sofrer um segundo ou ter um ataque cardíaco. Para evitar outro, o médico responsável pelo caso recomenda mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e atividade física. Além de também possivelmente prescrever medicamentos. Veja como evitar um segundo AVC.

Provavelmente também haverá recomendação de um maior controle de todos os problemas de saúde em andamento, como colesterol alto, pressão alta ou diabetes. Caso o paciente fume, será incentivado a parar.

Sequelas de um AVC – Sistema Muscular

Dependendo de qual área do cérebro está danificada, um AVC pode afetar uma variedade de diferentes grupos musculares. Essas mudanças podem variar e na maioria das vezes será necessário reabilitação.

Um acidente vascular cerebral afeta normalmente um lado do cérebro. O lado esquerdo do cérebro controla o lado direito do corpo e o lado direito do cérebro controla o lado esquerdo. Se houver muitos danos no lado esquerdo do cérebro, poderá ocorrer paralisia no lado direito do corpo.

Quando as informações não podem seguir seu trajeto adequadamente do cérebro para os músculos do corpo, isso pode causar paralisia e fraqueza muscular. Músculos fracos têm problemas para sustentar o corpo, o que tende a aumentar os problemas de movimento e equilíbrio.

Sentir-se mais cansado do que o habitual é um sintoma comum após um AVC. Chamamos de fadiga pós-AVC. Pode ser necessário fazer mais pausas entre as atividades e frequentar reabilitação.

Sequelas de um AVC – Sistema Digestivo

Durante a recuperação precoce do AVC,o paciente normalmente não está tão ativo como de costume. Além de também poder estar tomando medicamentos diferentes. A constipação é um efeito colateral comum de alguns analgésicos, para aqueles que não bebem líquidos suficientes ou não são tão fisicamente ativos.

Também é possível que o AVC afete a parte do cérebro que controla o intestino. Isso pode causar incontinência, o que significa perda de controle sobre a função intestinal. É mais comum nos estágios iniciais de recuperação e geralmente melhora com o tempo.

Sequelas de um AVC – Sistema Urinário

Os danos causados ​​por um derrame podem causar uma falha na comunicação entre o cérebro e os músculos que controlam sua bexiga. Quando isso acontece, alguns sintomas aparecem, como a necessidade de ir ao banheiro com mais frequência, escapes por esforço como quando tossir ou rir ou até mesmo durante o sono podem ocorrer também. Como a incontinência intestinal, esse geralmente é um sintoma precoce que melhora com o tempo.

Sequelas de um AVC – Sistema Reprodutivo

Ter um AVC não muda diretamente o funcionamento do seu sistema reprodutivo, mas pode mudar a maneira como o paciente experiencia o sexo e como ele se sente em relação ao seu corpo. Depressão, diminuição da capacidade de comunicação e certos medicamentos também podem diminuir o desejo por atividade sexual.

Um problema físico que pode afetar a vida sexual é a paralisia. Ainda é possível realizar atividades sexuais, mas as partes do casal precisarão fazer ajustes.

Lembre-se sempre de sanar suas dúvidas com seu médico de confiança!

Referência: Healthline

Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo em Neurologista SP
Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo
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