Prevenção de Enxaqueca Episódica em Pacientes Refratários

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Erenumab, como é chamada pelos pesquisadores, é uma nova substância ativa, produzida em forma de injeção, capaz de prevenir e reduzir a intensidade das dores provocadas pela enxaqueca episódica.

Embora muitos pacientes tenham uma melhora com tratamentos preventivos já existentes no mercado, outras pessoas podem apresentar falhas no tratamento ou efeitos colaterais incômodos, que podem ser minimizados com a aplicação do Erenumab.

Prevenção de Enxaqueca Episódica em Pacientes Refratários

A droga tem como objetivo bloquear os sinais de dor, direcionando e inibindo o receptor para o peptídeo relacionado ao gene que transmite os sinais de dor da enxaqueca. A dose é administrada uma vez por mês e a titulação é desnecessária.

Atualmente, quem sofre de enxaqueca episódica não tem um remédio específico para a doença. Os pacientes ainda são tratados por meio de agentes desenvolvidos para outras condições, tais como hipertensão, antidepressivos e antiepiléticos.

As fases de teste para esta categoria são análises de longo prazo em pacientes refratários. O estudo tem uma fase de extensão aberta de 3 anos, mas ainda não possui resultados concretos.    

O esperado é que ele seja bem aceito, sem causar efeitos colaterais. Assim, a droga não só poderá reduzir os episódios da enxaqueca, como poderá também reduzir a quantidade de remédios utilizados pelo paciente para tratar a doença.

Enxaqueca Episódica

A enxaqueca é caracterizada por uma dor de cabeça intensa e pulsante, que atinge apenas um dos lados da cabeça, podendo ser acompanhada de sintomas como enjoo, vômitos, tonturas, sensibilidade à luz e ao som, dores na nuca e dificuldade de concentração.

Os pacientes que mais sofrem com a enxaqueca são mulheres, e estima-se que a doença atinja de 10% a 15% da população. Cerca de 2/3 dos casos são de origem genética.

Estima-se que aproximadamente 15% da população enfrentará episódios de enxaqueca episódica em algum momento da vida.

Prevenção de Enxaqueca Episódica em Pacientes Refratários – Pesquisa

Os laboratórios Estadunidenses Novartis e Amgen produziram um estudo com 246 pacientes, com uma média de 44 anos, que apresentavam dores de cabeça quatro vezes por mês ou mais. A maioria dos participantes tinha aproximadamente oito dias de enxaqueca por mês.  

Financiado pela Novartis Pharma AG e apoiada pela Allergan, os estudos tiveram resultados positivos, havendo uma redução de metade dos episódios de enxaqueca nos pacientes, assim como no tempo de duração das crises, com administrações de doses de 140 mg. Além disso, este medicamento foi bem tolerado: não foram relatados efeitos secundários.

Os voluntários foram designados aleatoriamente para receber Erenumab 140g ou placebo, administrados uma vez por mês ao longo de 12 semanas.

Após esse período, foi notado que cerca de 12% dos pacientes que tomaram a droga tiveram uma melhora de 75% em relação às dores.

Custo

O lançamento do medicamento nos Estados Unidos, com o nome comercial Aimovig, está previsto para o final de 2018, ainda sem data para chegar a outros países.

O preço estimado do medicamento quando chegar ao mercado não foi definido, porém já avisam que não será um tratamento barato. A droga será utilizada somente em pacientes selecionados, nos casos em que medicamentos de primeira linha e com preços mais acessíveis falharem.aimovig-medicamento

O lançamento do medicamento nos Estados Unidos, com o nome comercial Aimovig, está previsto para o final de 2018, ainda sem data para chegar a outros países.

Prevenção de Enxaqueca Episódica em Pacientes Refratários
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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
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