Hiperatividade e o Sono
Hiperatividade e o Sono – Mútua Influência
18 de outubro de 2019
Sono na Recuperação do AVC
Importância da Higiene do Sono na Recuperação do AVC
8 de novembro de 2019

O Mini AVC, também chamado de ataque isquêmico transitório, trata-se de uma alteração (semelhante ao AVC) que interrompe o trajeto do sangue para uma região do cérebro, por conta da formação de um coágulo.

Apesar de não parecer tão grave, o Mini AVC pode ser indicativo de um possível AVC futuro: muitas vezes, ele ocorre meses antes do acidente vascular propriamente dito, demonstrando que o organismo está produzindo coágulos facilmente. Existem cuidados a serem adotados diminuir os riscos de um AVC.

Mini AVC – Ataque Isquêmico Transitório

Designado popularmente por Mini AVC, o ataque isquêmico transitório ocorre quando a passagem de sangue para o cérebro é interrompida por um curto período de tempo. Mediante a esta situação, deve-se procurar atendimento médico com urgência.

O ataque isquêmico transitório tem duração de apenas alguns minutos ou horas, e desaparece sem deixar sequelas – ao contrário do AVC comum, o que originou a denominação mini.

Basicamente, trata-se de um AVC de pequena duração. Entretanto, é importante ficar atento: o Mini AVC é sinal de que a região afetada do cérebro não está recebendo sangue suficiente para suprir sua quantidade necessária de oxigênio. Ou seja, há possibilidade do surgimento de um futuro AVC.

Sintomas do Mini AVC

Os sintomas assemelham-se muito aos primeiros sinais do AVC comum. São eles: formigamento e paralisia em um lado da face; fraqueza e formigamento na perna e no braço de um dos lados do corpo; dificuldade em falar com clareza, fala arrastada; perturbação visual; tonturas, perda de equilíbrio e de coordenação.

Durante um curto período de tempo, esses sintomas são mais intensos, mas não ultrapassam uma hora de duração.

Na maior parte dos casos, o Mini AVC não gera sequelas, devido à curta durabilidade da interrupção da passagem do sangue, que impossibilita a formação de lesões cerebrais mais graves.

Em casos raros a pessoa pode adquirir sequelas, dependendo da duração, intensidade e região do cérebro afetada; entretanto, as sequelas são menos graves que as de um AVC comum.

Perigos do Mini AVC

Um dos principais perigos que envolvem o mini AVC, é o grande risco de ocorrer um AVC mais à frente. Dessa maneira, o mini AVC faz parte dos principais fatores de risco para AVC. Para evitar que isso aconteça, os pacientes devem controlar os fatores de risco que são comuns a ambos. São eles:

  • Fumar;
  • Pressão Alta;
  • Diabetes;
  • Arritmias Cardíacas;
  • Dislipidemia.

É exatamente por esse risco, que é imensamente recomendado cuidados especiais após o acontecimento do mini AVC. De acordo um um estudo publicado no New england Journal of Medicine, quando um mini AVC é devidamente tratado, as ocorrências de distúrbios em consequência deste evento diminuem em relação a aqueles que não a tratam da maneira devida. Isto ocorre porque um mini AVC bem tratado envolve um controle dos fatores de risco.

Tratamento

Diante dos sintomas de um Mini AVC, a indicação é procurar assistência médica urgentemente. O médico será capaz de diagnosticar o problema, e informar ao paciente se trata-se realmente de um Mini AVC, ou das primeiras indicações de um AVC.

Após identificar o problema e suas causas, o médico indicará o tratamento necessário para evitar que o paciente sofra um AVC no futuro. O coágulo causador do evento é removido naturalmente pelo organismo, portanto, não exige tratamento específico.

Cuidados Posteriores

O risco do paciente de sofrer um AVC no futuro será avaliado pelo médico através de exames e, assim, será possível indicar o tratamento apropriado para evitar que isso ocorra.

Caso o risco do paciente seja elevado, será necessário o acompanhamento médico dentro de 24 horas após o início dos sintomas do Mini AVC, assim como a realização de uma ressonância magnética do cérebro.

Entretanto, se o risco do paciente for baixo, o acompanhamento médico deverá ocorrer dentro de uma semana após o início dos sintomas, assim como a realização da ressonância magnética ainda durante essa semana.

Em ambos os casos, geralmente, o médico iniciará o tratamento de imediato, prescrevendo a ingestão de medicamentos: os remédios anti-plaquetários (como aspirina) diminuem a capacidade das plaquetas de “grudarem” uma na outra, reduzindo a chance do aparecimento de coágulos.

Os remédios anticoagulantes (como varfarina) tornam o sangue mais fluido através da alteração de algumas de suas proteínas, o que diminui também as chances da formação de coágulos.

As cirurgias são necessárias em alguns dos casos, para evitar que ocorra acúmulo de gordura na artéria carótida, quando esta é muito estreita. Isso evita o bloqueio da passagem de sangue nesta região.

Prevenção

A adoção de alguns métodos de tratamento aos fatores de risco pode ser eficaz na prevenção de um AVC: hipertensão, fumo, doenças cardíacas, doença das artérias carótidas, alcoolismo e diabetes são alguns desses sinais.

Além disso, para prevenir um AVC, são essenciais mudanças no estilo de vida: perda de peso, alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e abandono dos hábitos de beber e fumar são alguns dos métodos que auxiliam na prevenção.

Referência: Mayo Clinic

Artigo Publicado em: 23 de fevereiro de 2018 e Atualizado em: 25 de outubro de 2019

Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo em Neurologista SP
Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo
Compartilhe