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O Mini AVC, também chamado de ataque isquêmico transitório, trata-se de uma alteração (semelhante ao AVC) que interrompe o trajeto do sangue para uma região do cérebro, por conta da formação de um coágulo.

Apesar de não parecer tão grave, o Mini AVC pode ser indicativo de um possível AVC futuro: muitas vezes, ele ocorre meses antes do acidente vascular propriamente dito, demonstrando que o organismo está produzindo coágulos facilmente. Existem cuidados a serem adotados diminuir os riscos de um AVC.

Mini AVC – Ataque Isquêmico Transitório

Designado popularmente por Mini AVC, o ataque isquêmico transitório ocorre quando a passagem de sangue para o cérebro é interrompida por um curto período de tempo. Mediante a esta situação, deve-se procurar atendimento médico com urgência.

O AIT ou Mini AVC tem duração de apenas alguns minutos ou horas, e desaparece sem deixar sequelas – ao contrário do AVC comum, o que originou a denominação mini.

Basicamente, trata-se de um AVC de pequena duração. Entretanto, é importante ficar atento: o Mini AVC é sinal de que a região afetada do cérebro não está recebendo sangue suficiente para suprir sua quantidade necessária de oxigênio. Ou seja, há possibilidade do surgimento de um futuro AVC.

Sintomas do Mini AVC

Os sintomas do Mini AVC assemelham-se muito aos primeiros sinais do AVC comum. São eles: formigamento e paralisia em um lado da face; fraqueza e formigamento na perna e no braço de um dos lados do corpo; dificuldade em falar com clareza, fala arrastada; perturbação visual; tonturas, perda de equilíbrio e de coordenação.

Durante um curto período de tempo, esses sintomas são mais intensos, mas não ultrapassam uma hora de duração.

Na maior parte dos casos, o Mini AVC não gera sequelas, devido à curta durabilidade da interrupção da passagem do sangue, que impossibilita a formação de lesões cerebrais mais graves.

Em casos raros a pessoa pode adquirir sequelas, dependendo da duração, intensidade e região do cérebro afetada pelo Mini AVC; entretanto, as sequelas são menos graves que as de um AVC comum.

Mini AVC – Tratamento

Diante dos sintomas de um Mini AVC, a indicação é procurar assistência médica urgentemente. O médico será capaz de diagnosticar o problema, e informar ao paciente se trata-se realmente de um Mini AVC, ou das primeiras indicações de um AVC.

Após identificar o problema e suas causas, o médico indicará o tratamento necessário para evitar que o paciente sofra um AVC no futuro. O coágulo causador do Mini AVC é removido naturalmente pelo organismo, portanto, não exige tratamento específico.

Cuidados Posteriores ao Mini AVC

O risco do paciente de sofrer um AVC no futuro será avaliado pelo médico através de exames e, assim, será possível indicar o tratamento apropriado para evitar que isso ocorra.

Caso o risco do paciente seja elevado, será necessário o acompanhamento médico dentro de 24 horas após o início dos sintomas do Mini AVC, assim como a realização de uma ressonância magnética ao cérebro.

Entretanto, se o risco do paciente for baixo, o acompanhamento médico deverá ocorrer dentro de uma semana após o início dos sintomas, assim como a realização da ressonância magnética ainda durante essa semana.

Em ambos os casos, geralmente, o médico iniciará o tratamento de imediato, prescrevendo a ingestão de medicamentos: os remédios anti-plaquetários (como aspirina) diminuem a capacidade das plaquetas de “grudarem” uma na outra, reduzindo a chance do aparecimento de coágulos.

Os remédios anticoagulantes (como varfarina) tornam o sangue mais frio através da alteração de algumas de suas proteínas, o que diminui também as chances da formação de coágulos.

As cirurgias são necessárias em alguns dos casos de Mini AVC, para evitar que ocorra acúmulo de gordura na artéria carótida, quando esta é muito estreita. Isso evita o bloqueio da passagem de sangue nessa região.

A adoção de alguns métodos de tratamento aos sinais de alerta pode ser eficaz na prevenção de um AVC: hipertensão, fumo, doenças cardíacas, doença das artérias carótidas, alcoolismo e diabetes são alguns desses sinais.

Além disso, para prevenir um AVC, são essenciais mudanças no estilo de vida: perda de peso, alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e abandono dos hábitos de beber e fumar são alguns dos métodos que auxiliam na prevenção.

O que é o Mini AVC?
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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo