Falta de Memória ou Falta de Atenção? Conheça a Diferença

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A falta de memória, ou simplesmente falta de atenção, é um problema que afeta pessoas de todas as faixas etárias diariamente, desde jovens até idosos, lotando cada vez mais os consultórios de neurologia.

Sair para procurar algo e de repente se esquecer do que estava procurando, ler um texto até a metade e não se lembrar do início ou esquecer o gás aberto são hábitos comuns característicos de pessoas esquecidas ou “desatentas”.

Episódios de esquecimento têm sua normalidade, mas é claro que existe o risco de ser início de doenças mais graves, como o mal de Alzheimer. Por isso, os casos de perda de memória merecem atenção e cuidados.

Entretanto, o Alzheimer não é a única causa da falta de memória ou do déficit de atenção – que muitas vezes são confundidos. Fatores como estresse e TDAH são causadores comuns da falta de atenção.

Falta de Memória ou Falta de Atenção? 

A falta de memória e a falta de atenção são dois problemas com origem em comum: ambos são provocados por uma disfunção no córtex cerebral. Apesar dessa relação existente entre ambos, as duas condições são distintas.

O funcionamento comprometido do córtex cerebral pode acarretar em problemas de memória, concentração, impulsividade, etc. Por isso, é difícil diferenciar a falta de memória da falta de atenção: muitas vezes, o primeiro sintoma a se manifestar é o comprometimento da memorização.

É importante saber que ambos são problemas que podem ocorrer independentemente um do outro; conheça a diferença entre falta de atenção e falta de memória:

  • Falta de Atenção

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) trata-se de um transtorno que incide principalmente sobre a população masculina e infantil, caracterizado por comportamentos de distração, hiperatividade, esquecimento e desorganização, observados desde a infância.

O TDAH classifica-se em três graus: o leve (caracterizado por sintomas amenos que afetam levemente a vida social do paciente), moderado (sintomas que variam entre o leve e o grave) e grave (de grande impacto negativo na vida do paciente).

O TDAH não tem cura, mas existem tratamentos e terapias comportamentais capazes de minimizar os sintomas. Os medicamentos estimulantes restauram o funcionamento do córtex e oferecem ao paciente maior poder de concentração.

A duração do tratamento varia de acordo com a especificidade de cada caso. Em cerca de 85% dos casos, os pacientes têm êxito no tratamento. Vale ressaltar que o transtorno não tem cura e os sintomas podem voltar a se manifestar futuramente.

  • Falta de Memória

A falta de memória pode ser um problema reversível ou irreversível e pode estar associado a diversas causas, tais como: ansiedade, privação do sono, uso de medicamentos controlados, infecções e doenças neurológicas, como o Alzheimer.

Existem diversos tratamentos disponíveis para minimizar os impactos da memória prejudicada na vida do paciente. A melhor estratégia para melhorar a memória é mantê-la ativa, especialmente na terceira idade.

Uma das maneiras mais eficazes de cuidar da saúde mental é vivenciando momentos de lazer. A prática regular de exercícios físicos promove a melhoria da memória e do aprendizado.

Obesidade, hipertensão, diabetes e colesterol alto são condições médicas que prejudicam o funcionamento cerebral, inclusive da memória. Portanto, através da prevenção e do tratamento dessas doenças, consequentemente você estará se prevenindo contra a falta de memória.

Procurando Auxílio Médico

Tanto no caso de falta de atenção quanto de falta de memória, diante dos sintomas, a recomendação é buscar auxílio médico. O especialista será capaz de diagnosticar do que se trata e indicar o tratamento adequado.

Falta de Memória ou Falta de Atenção? Conheça a Diferença
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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo