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Em muitos dos casos, as dores de cabeça são provocadas por fatores internos – que incluem estresse emocional e alimentação incorreta (ou a falta dela) – e externos – como ruídos constantes, por exemplo.

No entanto, especialistas em neurologia afirmam que não são apenas esses fatores que podem gerar a dor de cabeça. Ao contrário do que se pensa, as mudanças climáticas não atingem somente as pessoas com baixa imunidade ou que sofrem de infecções respiratórias.

Os pacientes que já enfrentam enxaquecas podem sofrer mais com a chegada de baixas temperaturas.

As mudanças climáticas geram a necessidade do corpo humano em reagir às oscilações de temperatura. Como a pessoa que sofre com a doença já apresenta maior sensibilidade, qualquer necessidade de adaptação do organismo pode sobrecarregar os mecanismos que já são frágeis e desencadear uma crise de dor de cabeça.

Dor de Cabeça no Frio

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a sexta doença mais incapacitante do mundo.

Embora os episódios de dor de cabeça no frio sejam mais comuns entre pessoas que já sofrem com a enxaqueca, todos estão sujeitos a enfrentar o desconforto decorrente das baixas temperaturas.

Isso ocorre porque, durante o frio, nosso corpo estimula o nervo trigeminal, responsável pelas sensações do nosso rosto, garganta e pescoço. Este estímulo causa o enrijecimento e a contração dos vasos sanguíneos cerebrais, provocando, assim, as dores de cabeça.

Dor de Cabeça no Frio – Estudo

Um estudo realizado pelo Centro Médico Beth Israel Deaconess, nos Estados Unidos, reuniu sete mil pacientes para um experimento relacionado às causas da enxaqueca.

Os resultados da pesquisa constataram que além da mudança brusca de temperatura, outros fatores ambientais também têm potencial de acarretar o desconforto, incluindo a pressão atmosférica, a umidade e a poluição do ar.

Segundo a neurologista e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Dra. Célia Roesler, as mulheres têm maior tendência a desenvolver qualquer tipo de cefaleia. “A maioria dos enxaquecosos é formada por mulheres entre 20 e 30 anos, em função das variações hormonais”, afirma a neurologista.

Como esses espasmos não são tão persistentes como uma cefaleia comum, em dias muito frios o tratamento da dor de cabeça pode ser feito através do uso de agasalhos nas regiões do pescoço e da nuca, banhos quentes ou aquecimento do corpo, para que haja a expansão dos vasos, melhorando a circulação sanguínea e, consequentemente, reduzindo ou neutralizando a dor de cabeça.

Dor de Cabeça no Frio – Recomendações

Para as pessoas que sofrem de enxaqueca, o aconselhável é criar uma agenda e descrever toda a sua rotina, desde como foi o seu sono até o que comeu no dia. Com este aliado você terá mais controle sobre suas crises, observando a relação entre a dor de cabeça e mudanças no tempo, alimentação e rotina de sono, sempre discutindo junto ao seu médico a melhor estratégia para prevenir e controlar as crises de dor.

Se o problema for a falta de umidade, por exemplo, o ideal é utilizar um umidificador para evitar o contato com o ar muito seco. Já nos casos em que o problema é a ingestão de carne de porco, a recomendação é diminuir ou cortá-la de sua alimentação.

Caso você sinta dor de cabeça no frio com frequência, procure um neurologista especialista em enxaqueca. Ele te receitará o medicamento adequado a ser utilizado nos períodos em que sua crise estiver fora de controle, e poderá identificar a causa dos sintomas a dar início ao tratamento.

Dor de Cabeça no Frio
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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo