Dificuldade para Andar em Idosos – Porque Acontece e Como Tratar

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A dificuldade para andar em idosos é um problema comum e dispendioso, que contribui para a perda de independência, taxas mais altas de adoecimento e aumento da mortalidade. A caminhada é uma tarefa complexa que gera demandas nos sistemas musculoesquelético, cardiopulmonar e nervoso.

Este artigo pretende fornecer informações relevantes sobre os problemas da marcha em idosos, o exame clínico e as causas mais frequentes. Acompanhe.

Dificuldade para Andar em Idosos

As mudanças que ocorrem na caminhada com a idade são provavelmente o resultado de pequenas alterações em vários sistemas diferentes, mais do que o resultado de um evento catastrófico, como um acidente vascular cerebral ou fratura de quadril.

A incapacidade de andar se desenvolve gradualmente, e embora muitos adultos mais velhos sejam encaminhados a um especialista devido ao problema de mobilidade, o motivo das dificuldades de locomoção geralmente não pode ser identificado.

O padrão de marcha de uma pessoa é fortemente influenciado pela idade, personalidade e humor. Além disso, os fatores socioculturais desempenham um papel: por exemplo, as pessoas que vivem nas grandes cidades andam significativamente mais rápido do que as que vivem em áreas rurais.

A prevalência de distúrbios de marcha e equilíbrio aumenta acentuadamente com a idade, com cerca de 10% entre as idades de 60 e 69 anos, e mais de 60% naqueles com mais de 80 anos. Dificuldades da marcha podem afetar muito a qualidade de vida e restringir a independência pessoal dos afetados.

Além disso, problemas de equilíbrio e marcha podem ser precursores de quedas, que são a causa mais comum de lesões graves em idosos.

Dificuldade para Andar em Idosos – Por que Acontece?

As causas dos distúrbios da marcha incluem condições neurológicas (por exemplo, deficiências sensoriais ou motoras), problemas ortopédicos (como osteoartrite e deformidades esqueléticas) e condições médicas (como insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória, doença oclusiva arterial periférica e obesidade).

Na velhice, os distúrbios da marcha tipicamente têm várias causas, que podem incluir prejuízo da função proprioceptiva na polineuropatia, visão deficiente, distúrbio da marcha frontal associado à encefalopatia vascular e osteoartrite dos quadris ou joelhos. Se um distúrbio da marcha tiver um início agudo, as causas cerebrovasculares, espinhais e neuromusculares devem ser consideradas, assim como os efeitos adversos dos medicamentos e os distúrbios psiquiátricos.

Dificuldade para Andar em Idosos – Diagnóstico

A avaliação dos distúrbios da marcha inclui a observação clínica cuidadosa da marcha e um exame neurológico e ortopédico com base no histórico do paciente, os quais guiam a escolha de procedimentos diagnósticos auxiliares, se necessário e apropriado.

Dificuldade para Andar em Idosos – Tratamento

Intervenções para melhorar a caminhada em idosos devem ser multifatoriais, com programas de fortalecimento, resistência e flexibilidade, e foco na melhoria das habilidades relacionadas à caminhada.

Tomando como exemplo o mundo esportivo e da neurorreabilitação, o exercício de aprendizado motor orientado por tarefas é um componente essencial do treinamento para melhorar a caminhada em pessoas mais velhas.

Além da terapia medicamentosa, quando necessária, a intervenção física deve se concentrar principalmente na tarefa de caminhar através de exercícios baseados em habilidades motoras. Alguns exemplos dessas atividades e seus objetivos estão destacados abaixo:

  • Exercício de resistência – Melhorar a força dos músculos fracos das extremidades inferiores utilizados na caminhada;
  • Alongamento – Aumentar a amplitude de movimento articular para obter posturas específicas do membro durante a caminhada;
  • Condicionamento aeróbico – Melhorar a entrega e extração de oxigênio para os músculos usados ​​na caminhada;
  • Treinamento de deambulação progressiva – Praticar componentes de caminhada para facilitar a capacidade de reconhecer ações incorretas, de modo que elas possam ser conscientemente corrigidas.

A caminhada é um indicador sensível do estado geral de saúde e a velocidade de caminhada se relaciona com a expectativa de vida individual em pessoas idosas. É importante ressaltar a importância de procurar um médico neurologista ao identificar alguma dificuldade neste processo natural, para que um diagnóstico adequado dê início ao tratamento mais indicado.

Dificuldade para Andar em Idosos – Porque Acontece e Como Tratar
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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo em Neurologista SP
Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo