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A demência consiste em uma redução lenta e progressiva da função mental, que afeta a memória, o pensamento, o juízo e a capacidade para aprender. Existem vários tipos de demência, e não apenas a doença de Alzheimer, como muitas pessoas acreditam. Neste artigo, vamos abordar mais informações sobre a demência vascular em idosos.

A Demência Vascular em Idosos

A demência vascular ocorre devido à destruição do tecido cerebral, pelo suprimento de sangue reduzido ou bloqueado. Na maioria das vezes, a causa são os AVCs, tanto o isquêmico, quanto o hemorrágico.

Esta é a segunda causa mais frequente de demência entre os idosos, perdendo apenas para a doença de Alzheimer. Seu início é súbito e abrupto, apresentando um curso flutuante e gradativo, sendo mais frequente em homens do que em mulheres.

Causas para a Demência Vascular em Idosos

A demência vascular pode resultar de grandes AVCs ou, mais frequentemente, de muitos pequenos, que podem até mesmo passar despercebidos.

Entre os fatores de risco para a demência vascular, estão: diabetes; aterosclerose; hipertensão arterial; fibrilação atrial; altos níveis de gorduras no sangue e tabagismo.

Na realidade, as causas para a demência vascular são as mesmas para o AVC. Assim, ao contrário dos outros tipos de demência, este pode ser prevenido, por meio da correção ou eliminação destes fatores de risco.

Sintomas da Demência Vascular em Idosos

Os sintomas da demência vascular são semelhantes aos de outras demências. Contudo, ela pode progredir em etapas, com sintomas agravando de forma súbita e estagnando um pouco logo a seguir.

Em comparação com a doença de Alzheimer, a demência vascular pode causar perda de memória de forma mais tardia, além de afetar menos a capacidade de julgamento e a personalidade do paciente.

Pessoas com demência vascular costumam, ainda, ter dificuldade para planejar e iniciar ações, devido a seu pensamento mais lento.

Algo importante a se considerar nestes pacientes é que os sintomas são diferentes, de acordo com a parte do cérebro que foi atingida pelo AVC. Dessa forma, a pessoa pode ser mais consciente de suas dificuldades e mais propensa à depressão, por este motivo.

Diagnóstico da Demência Vascular em Idosos

Os procedimentos diagnósticos da demência vascular são semelhantes ao de outras formas de demência, com a diferença de que, quando o declínio cognitivo é diagnosticado, o médico pode suspeitar da demência vascular naqueles pacientes que apresentam fatores de risco para o AVC.

Assim, é realizada uma avaliação para constatar se ocorreu realmente um AVC. Exames de tomografia computadorizada ou ressonância magnética são realizados para verificar evidências e apoiar o diagnóstico.

Em algumas situações, testes neuropsicológicos são necessários para verificar o estado de ânimo do paciente, além de distinguir a demência de condições que possam causar sintomas semelhantes, como declínio de memória devido à idade, transtorno cognitivo leve e depressão.

Tratamento da Demência Vascular em Idosos

Não há tratamento específico para a demência vascular. Assim como em todos os casos desse tipo de declínio cognitivo, o tratamento envolve medidas gerais que promovam segurança e apoio ao paciente.

Além disso, é importante evitar um futuro AVC, atuando fortemente no controle das condições que aumentam os riscos para este evento.

Antes que a pessoa com demência vascular torne-se incapacitada, é necessário tomar decisões sobre seus cuidados médicos. Também devem ser realizados acordos financeiros e legais, nomeando alguém para tomar decisões de tratamento em seu nome.

Conforme o quadro de demência vascular piora, o tratamento passa a ser direcionado para manter o conforto deste paciente, ao invés de somente prolongar sua vida.

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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
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