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A doença de Parkinson é uma doença degenerativa e lentamente progressiva de áreas específicas do sistema nervoso central. É caracterizada pelo tremor, quando os músculos estão em repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos voluntários e dificuldade de manter o equilíbrio. Em muitas pessoas, o pensamento torna-se comprometido, desenvolve-se demência ou mesmo distúrbios do humor, entre outros sintomas.

Doença de Parkinson

Desde a primeira descrição da doença de Parkinson, em 1817, seu diagnóstico permanece essencialmente clínico. A confirmação diagnóstica pode ser realizada por meio de exame anatomopatológico.

Este exame fundamenta-se na demonstração da perda de neurônios dopaminérgicos, ricos em neuromelanina, que estão localizados na substância negra do mesencéfalo.

Além disso, é possível verificar a ocorrência de estruturas conhecidas popularmente como corpos de Lewy nos neurônios remanescentes.

Aproximadamente 25% dos indivíduos com suspeita diagnóstica de doença de Parkinson não têm esta suspeita confirmada por meio de estudos anatomopatológicos. Quando o diagnóstico é realizado por neurologistas especializados em distúrbios de movimento, essa porcentagem diminui, porém mantém-se em torno de 10%.

Esta “incerteza” ou “dúvida” diagnóstica pode acontecer, principalmente, nas fases iniciais da doença, quando os sinais e sintomas ainda são discretos.

Além disso, diversas condições neurológicas possuem sintomas parecidos aos da doença de Parkinson idiopática durante anos. Entre estas condições, estão as síndromes parkinsonianas atípicas e secundárias, o tremor essencial e a depressão associada à lentificação motora.

Assista a este vídeo e saiba mais sobre a doença de Parkinson:

 

Compreendendo a hiperecogenicidade da substância negra

A hiperecogenicidade da substância negra mesencefálica, definida por muitos autores como aumento da área ecogênica da região da substância negra, foi descrita pela primeira vez em 1995 em um estudo realizado em pacientes com doença de Parkinson idiopática.

Acredita-se que isto aconteça devido ao aumento do conteúdo de ferro em ligações proteicas anormais na região. Ainda não se sabe se o aumento da quantidade de ferro nessa região é causa primária da doença, por provocar estresse oxidativo e lesão dos neurônios dopaminérgicos, ou se é um fenômeno secundário no desenvolvimento da doença.

Em geral, esta característica está presente bilateralmente em pessoas com Parkinson, apresenta uma área mais extensa contralateralmente ao lado do corpo mais sintomático, permanece estável durante a evolução da doença e está clinicamente associada à rigidez e à bradicinesia.

 

Conheça a Doença de Parkinson
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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
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