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AVC Tem Cura ou Tem Tratamento?

AVC Tem Cura

Uma questão muito frequente em consultório, vinda de pacientes ou familiares, é se o AVC tem cura. Mas para responder a esta pergunta, precisamos esclarecer alguns pontos.

Primeiramente, o termo “cura” pode ser interpretado erroneamente. Na realidade, o tratamento de um paciente que sofreu AVC pode alcançar excelentes resultados, minimizando as sequelas e suas consequências na vida da pessoa.

Continue esta leitura e compreenda os fatores relacionados ao tratamento do AVC.

AVC Tem Cura?

Os passos que você toma após o AVC são importantes para alcançar a melhor recuperação e independência possíveis. Vários tipos de terapia podem ajudá-lo a se recuperar. E alguns dos efeitos do AVC podem ser tratáveis ​​durante a sua recuperação.

Entretanto, para compreender como isto acontece, é necessário saber a diferença entre os tipos de AVC, pois isto define quais técnicas serão utilizadas.

Conhecendo os Tipos de AVC

Os Acidentes Vasculares Cerebrais, de sigla AVC, mais conhecidos pela população em geral pelo termo derrame, podem ocorrer de duas formas: a forma hemorrágica, que se dá por um vazamento de sangue no cérebro; ou a forma isquêmica, que se dá pela interrupção do fluxo de sangue para o mesmo.

A ocorrência dos casos de AVC se dá em sua maioria na segunda forma, a isquêmica, por ser muito mais comum em pessoas que já possuem um histórico médico propício à sua incidência, como malformações do sistema vascular desde o nascimento, ou da aterosclerose cerebrovascular, que prejudicam em sua essência o sistema de circulação de sangue central.

Nesta forma, o que ocorre é que o cérebro passa por uma falta de oxigenação devido ao entupimento das artérias, causado por coágulos de sangue que se instalam nas paredes das mesmas quando elas estão doentes. O AVC hemorrágico, como dito anteriormente, se dá por um vazamento de sangue na parte interior do cérebro do indivíduo.

Como Minimizar as Sequelas de um AVC

Entender melhor o que fazer para possibilitar à pessoa que estiver sofrendo um AVC, a fim de oferecê-la uma melhor recuperação é fundamental. Isto possibilita a realização dos procedimentos de socorros corretamente. E isto significa a diferença crucial entre uma debilitação muito maior do organismo e uma remediação efetiva durante o episódio.

Diversos estudos comprovam que a rapidez das pessoas ao redor do indivíduo que estiver sofrendo um AVC ao realizar os procedimentos de socorro é determinante para que o mesmo possa passar por um processo que resulte em menores consequências traumáticas.

Para isso, é necessário que o paciente, após manifestar os sintomas previamente descritos, seja imediatamente encaminhado a uma unidade de atendimento que possa realizar o protocolo do AVC. Neste protocolo, serão realizados diversos exames e o paciente será submetido à aplicação de um medicamento que pode diluir o coágulo que estiver causando o acidente vascular cerebral, no caso do isquêmico.

O tempo que o paciente possui para conseguir melhores resultados ou até mesmo a reversão do quadro fica em torno de quatro horas e meia. É essencial que, antes de receber um medicamento anticoagulante, para os casos de AVC isquêmico, o paciente seja examinado para confirmar a não ocorrência de uma hemorragia cerebral. Nesse caso, é necessário direcionar o tratamento para a contenção da mesma.

AVC Tem Cura ou é Melhor Prevenir?

Dado o fato de que a maioria massiva das ocorrências de AVC na população em geral se dá pela forma isquêmica, é essencial que todos os indivíduos, em especial aqueles que possuem tendências a passarem por enfermidades que afetam o sistema circulatório, tomem medidas preventivas em relação ao mesmo.

É extremamente necessário que todos os fatores que apresentam um risco para a ocorrência da doença sejam manejados de forma a serem eliminados. Entre eles estão:

  • Hipertensão arterial: é necessário que todos os pacientes que possuem uma alta pressão arterial possam recorrer, de maneira preventiva e para amenizar os sintomas que a própria hipertensão causa, a hábitos de vida saudáveis e que possam otimizar o convívio com a mesma, bem como evitar o AVC.
  • Tabagismo: o consumo de cigarros debilita consideravelmente a circulação sanguínea, o que faz com que a ocorrência de coágulos seja significativamente maior nos indivíduos que fazem uso destas substâncias.
  • Aumento dos níveis de Colesterol e Triglicérides: os altos níveis destas substâncias no sangue estão diretamente relacionados com o alto teor de gordura no sangue, o que pode causar o entupimento das veias, possibilitando a ocorrência de um AVC. Por isso, os alimentos que contém alto teor de gorduras devem ser extremamente evitados na dieta.
  • Diabetes: a doença por si só já carrega consequências que podem afetar o metabolismo dos lipídeos e o sistema vascular de diversas maneiras. Portanto, é necessário tomar todas as medidas preventivas para que o paciente possa controlar sua taxa de glicose sanguínea, sem estar em alto risco de sofrer um acidente vascular cerebral.

Urgência no Atendimento Médico como Tratamento do AVC

Por que é importante que o tratamento do AVC comece no momento em que o paciente apresenta os primeiros sintomas? Quanto menos tempo as células cerebrais ficarem sem o suprimento de oxigênio, mais chances de uma boa recuperação das habilidades perdidas com o evento.

Assim, saber identificar os sinais do AVC é muito importante para buscar atendimento médico de emergência, o mais rápido possível. Na maioria das pessoas que sofre um Acidente Vascular Cerebral, os principais sintomas a se manifestarem durante a ocorrência do mesmo são a falta de mobilidade dos membros superiores ou inferiores, sendo mais frequente a dificuldade para movimentar um dos quatro.

Além disso, a pessoa que está passando por este evento, no momento em que ele ocorre, não consegue sorrir facilmente, além de enxergar uma visão turva ou dobrada – em apenas um olho ou nos dois, não consegue compreender fala ou se comunicar por meio desta, sente vertigens e tem o seu equilíbrio prejudicado.

O paciente também pode sentir uma dor de cabeça lancinante, que irá vir acompanhada dos sintomas previamente descritos, entretanto, para os indivíduos que sofrem da cefaleia com frequência, é extremamente recomendado buscar o auxílio de um médico neurologista para que medidas corretas possam ser tomadas como precaução.

Como vimos, AVC tem cura. Ou seja, existem tratamentos que minimizam as sequelas que o evento causou.

Mas não existe um medicamento, ou técnica cirúrgica, por exemplo, que possa eliminar completamente os efeitos do AVC no paciente. A “cura do AVC” se dá por meio de uma combinação de abordagens terapêuticas que, juntas, vão tentar recuperar as funções que o paciente perdeu com a doença.

Para saber mais sobre estas abordagens, leia o artigo: “Tratamento do AVC”.

Artigo Publicado em: 17 de outubro de 2017 e atualizado em 23 de agosto de 2019

Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo em Neurologista SP
Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo

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