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O AVC na gravidez, além de ser altamente nocivo para a mulher, põe em risco também a vida do bebê, podendo acarretar em consequências irreparáveis.

Durante o período gestacional, o corpo da mulher sofre muitas alterações que proporcionam o desenvolvimento do bebê, inclusive o aumento da pressão arterial, fator que potencializa significativamente o risco de surgimento de doenças cardiovasculares como o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

AVC na Gravidez

Há muito tempo, a população feminina está em alerta em relação ao aumento de probabilidade de AVC durante a gravidez tardia. Entretanto, estudos recentes, com base na comparação dos índices de incidência de AVC entre mulheres gestantes e não-gestantes de diferentes idades, indicam que são as mulheres jovens que enfrentam maior risco.

Por mais que a incidência do AVC em mulheres jovens seja rara, 18% dos episódios de derrame cerebral em mulheres com menos de 35 anos foram associados à gravidez, enquanto apenas 1,4% dos AVCs em mulheres mais velhas com idade fértil foram associados ao período gestacional.

Na realidade, embora a gestação tardia seja mais propícia a complicações, o aumento do risco de AVC não é uma delas. Ao contrário, o risco de AVC na gravidez é maior em mulheres jovens.

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

O AVC trata-se de um derrame cerebral que ocorre devido ao entupimento ou rompimento de vasos sanguíneos responsáveis por encaminhar o sangue ao cérebro. Consequentemente, a região cerebral carente de sangue sofre uma paralisia.

O episódio de AVC requer emergência médica, principalmente nos casos de mulheres grávidas: quanto mais rápido for o atendimento, menores são as chances de sequelas e riscos na vida do bebê e da gestante.

Saiba mais sobre o que é AVC e qual sua gravidade.

AVC na Gravidez – Fatores de Risco

O AVC é uma doença que pode acometer tanto homens quanto mulheres. Entretanto, a mulher tem demonstrado grande vulnerabilidade ao problema.

Logo, a medicina tem voltado seu olhar às mulheres nos últimos anos, com objetivo de identificar fatores de risco e características do organismo feminino capazes de potencializar os riscos de AVC, inclusive a gravidez – principalmente em mulheres jovens.

A gestação é um dos fatores de risco do AVC, uma vez que a hipertensão arterial é um dos sintomas comuns desse período, e além do risco de pré-eclâmpsia, é capaz de potencializar a probabilidade de ocorrência de um AVC. A enxaqueca é outro sintoma comum da gravidez e também aumenta as chances de problemas cerebrovasculares.

Além dos sintomas citados, existem outros fatores de risco de AVC, tais como: histórico de hipertensão, diabetes, estresse, insuficiência cardíaca, tabagismo, fibrilação atrial e histórico de outro AVC.

Causas do AVC na Gravidez

Existem duas classificações de AVC: o AVC isquêmico, caracterizado pelo entupimento dos vasos responsáveis por transportar sangue ao cérebro, e o AVC hemorrágico, que se dá pelo rompimento desses vasos sanguíneos.

O AVC isquêmico representa 85% dos episódios, e suas principais causas são: a trombose (se dá através da formação de um coágulo no interior da artéria) e a embolia (ocorre quando o coágulo é transportado pela corrente sanguínea).

Já o AVC hemorrágico é responsável por 15% dos casos e caracteriza-se por uma hemorragia, decorrente do rompimento de uma artéria.

Seja qual for o tipo de AVC na gravidez, o atendimento médico deve ser emergencial, evitando que os danos à saúde da gestante e do bebê sejam irreparáveis: já que pode acarretar graves sequelas e óbito. A agilidade do pronto atendimento está diretamente associada à eficácia do tratamento.

Como Evitar o AVC na Gravidez

A prevenção é a melhor forma de tratamento do AVC na gravidez, levando em conta as especificidades do organismo feminino: estar alerta aos sintomas e causas é fundamental para evitar o AVC na gravidez e impedir que este provoque sequelas e consequências graves.

Durante a gravidez, o acompanhamento com o neurologista de sua confiança é essencial: ele será capaz de identificar os sintomas de um possível AVC precocemente e indicar a maneira adequada de evitá-lo, durante a gestação e também mais tarde.

Aprenda Estratégias Preventivas

Conheça o Risco de Desenvolver Um Coágulo Sanguíneo

A gravidez por si só é um fator que pode colocar as mulheres em maior risco de desenvolver um coágulo sanguíneo e assim um AVC, mas outros fatores podem aumentar o risco de um coágulo sanguíneo, como:

  • Histórico familiar ou pessoal (já teve) de coágulos sanguíneos ou um distúrbio de coagulação sanguínea;
  • Parto cesariana;
  • Imobilidade prolongada (não se move muito), como durante o repouso no leito ou processo de recuperação pós-parto;
  • Complicações da gravidez e parto;
  • Certas condições médicas de longo prazo, como problemas cardíacos ou pulmonares ou diabetes.

Quanto mais fatores que aumentam o risco de desenvolver um coágulo a mulher possui, maior serão as chances de desenvolvê-lo.

Converse Com Seu Médico Sobre o Risco

Converse e alerte seu médico sobre os fatores que você possui, para que dessa maneira um plano de prevenção para reduzir suas chances de desenvolver um coágulo sanguíneo resulte o maior aproveitamento possível. Utilize a lista de verificação de prevenção de coágulos sanguíneos para mulheres grávidas citada no tópico acima e converse com seu médico.

Conheça os Sinais e Sintomas de um Coágulo Sanguíneo

Quando você reconhece os sintomas e sinais de desenvolver um coágulo, saberá o momento certo de buscar ajuda profissional, aumentando as chances de sucesso já que o tratamento precoce pode ajudar a impedir que uma trombose venosa profunda (TVP) se desenvolva e o coágulo viaje para o cérebro.
Embora uma TVP possa ocorrer sem sintomas, os sinais e sintomas mais comuns são:

  • Inchaço do membro afetado;
  • Dor ou sensibilidade não causada por alguma lesão;
  • Pele quente ao toque, avermelhada ou esbranquiçada;

Caso sinta algum desses sinais ou sintomas, alerte o seu médico o mais rapidamente possível.

5 maneiras de Manter Você e Seu Bebê Saudáveis D​urante a Gravidez

A melhor maneira de prevenção e de ter uma gestação saudável é estar em boa saúde antes de engravidar.

  • Não fume – O uso de produtos que contêm tabaco antes ou durante a gravidez aumenta o risco de AVC. Se você não fuma, não comece. Caso fume, procure maneiras e estratégias para conseguir cessar o mau hábito.
  • Mantenha um peso saudável – Isso também ajudará você a ter níveis mais saudáveis ​​de pressão arterial e açúcar no sangue durante a gravidez. Quando engravidar, procure ganhar uma quantidade saudável de peso.
  • Escolha alimentos saudáveis – Um plano alimentar rico em grãos integrais, nozes, gorduras saudáveis, frutas e vegetais e com baixo teor de sódio pode suportar níveis saudáveis ​​de pressão arterial e açúcar no sangue.
  • Mantenha-se fisicamente ativa – Mulheres com gravidez saudável devem ter cerca de 30 minutos de atividade moderada na maioria dos dias.

Referência: CDC

Artigo Publicado em: 12 de janeiro de 2018 e Atualizado em: 15 de novembro de 2019

Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo em Neurologista SP
Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo

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