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Durante muito tempo, o risco de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi associado principalmente aos homens, uma vez que eram as vítimas mais frequentes da condição devido ao abuso de maus hábitos, como consumo excessivo de álcool e cigarro.

Entretanto, ao longo dos anos esse quadro se reverteu, e hoje o AVC em mulheres é mais frequente que em homens: é a terceira principal causa de óbitos do gênero feminino mundialmente.

Acidente Vascular Cerebral (AVC) em Mulheres

Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a denominação dada à incapacidade do cérebro de receber oxigênio e nutrientes do sangue devido a um coágulo ou obstrução na veia que atinge o cérebro. A ausência de oxigênio provoca a morte das células cerebrais.

Existem diversas classificações de AVC que variam de acordo com a causa do acidente vascular. O AVC isquêmico ocorre quando há presença de um coágulo entupindo uma artéria; já o AVC hemorrágico caracteriza-se pela ruptura dos vasos sanguíneos; o mini AVC é a denominação dada à presença de um coágulo temporário, e assim em diante.

Independente do tipo de acidente vascular as consequências sempre são danosas à saúde, uma vez que essa condição é uma das que causam maior impacto na capacidade de realização de tarefas cotidianas do paciente. Na mulher, geralmente o AVC é mais agressivo e pode deixar graves sequelas.

AVC em Mulheres – Fatores de Risco

Dados da Organização Mundial de AVC indicam que em cada dez óbitos decorrentes de AVC, seis das vítimas são mulheres, o que demonstra que elas apresentam maiores chances de sofrer um AVC em relação aos homens.

Estar atenta aos sinais, sintomas e fatores de risco de um AVC é fundamental para a prevenção do acidente e de suas possíveis sequelas.

Existem fatores de risco de AVC que são comuns entre o sexo masculino e feminino, tais como: estar acima do peso, falta de exercícios físicos, pressão alta, colesterol alto, consumo de álcool, cigarro e outras drogas, diabetes e doenças cardiovasculares pré-existentes.

Entretanto, as mulheres apresentam fatores únicos que agravam ainda mais o risco de ocorrência de um AVC, tais como:

  • Gestação;
  • Uso de anticoncepcionais;
  • Terapia de Reposição Hormonal (TRH);
  • Enxaqueca com aura (enxaqueca com duração entre 4 horas e 3 dias associada a outros sintomas relacionados ao sistema nervoso, como distúrbios na visão, na audição e nas capacidades motoras. A enxaqueca com aura pode ser provocada pelo uso de pílulas anticoncepcionais).

AVC em Mulheres – Sintomas

Existem sintomas do AVC que são comuns entre homens e mulheres, tais como: confusão mental, problemas na visão, fraqueza, tonturas e dor de cabeça repentina sem causa aparente.

Contudo, o AVC em mulheres provoca sintomas incomuns ao gênero masculino. Conhecendo esses sinais, é possível agir rápido, diminuindo o risco de sequelas mais graves. São eles:

  • Desmaios;
  • Falta de ar;
  • Agitação;
  • Alucinações;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Dores;
  • Convulsões;
  • Soluços;
  • Mudanças repentinas no comportamento ou na rotina da mulher;
  • Consumo excessivo de álcool e/ou cigarro;
  • Estresse.

Prevenção e Tratamento do AVC em Mulheres

O tratamento do AVC em mulheres varia de acordo com os diferentes tipos e a intensidade do acidente vascular. A prática regular de exercícios físicos e outros hábitos saudáveis são métodos capazes de minimizar as chances de um AVC, além de elevar a qualidade de vida do paciente e prevenir outras doenças.

Caso você apresente ou presencie algum dos sintomas de AVC citados acima, procure imediatamente um atendimento emergencial. Diante de dores súbitas de cabeça, marque uma consulta com o médico de sua confiança para descartar qualquer possibilidade de um AVC.

AVC em Mulheres: Fique Atenta aos Fatores de Risco
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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo

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