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22 de setembro de 2017
Exame Neurológico
Exame Neurológico – Saiba Quando é Necessário
5 de janeiro de 2018

O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal provida de uma das artérias da região cerebral. Um aneurisma se caracteriza como uma área frágil na parede de um vaso sanguíneo (artéria), ocasionando uma proeminência que o aumenta de tamanho.

A artéria dilatada é quase sempre localizada no Polígono de Willis, devido ao enfraquecimento local de sua parede. A origem de um aneurisma cerebral pode ser variada, com alguns casos congênitos, gênese associada ao uso de tabaco, traumas na região da cabeça e infecções.

Portanto, se o aneurisma se rompe, ocorre um sangramento significativo no espaço que ele se encontra (espaço subaracnóideo), por esse motivo é conhecido por hemorragia subaracnóidea.

Os sangramentos originados pela hemorragia agridem as artérias e causam compressões vasculares (vaso espasmos), sendo uma situação bem grave já que o individuo poderá ficar sem irrigação em alguma parte do cérebro, provocando inchaço cerebral, falta de circulação sanguínea e pode levar o paciente à morte.

O tamanho de um aneurisma pode variar, ele pode medir poucos milímetros (até 1 cm), tamanho médio (até 2 cm) ou em tamanhos muito elevados e até mesmo gigantes, atingindo muitos centímetros de diâmetro.

Tipos de aneurisma cerebral

  • Aneurismas seculares – eles são formados pela existência de defeito congênito na parede dos vasos sanguíneos, associados aos fatores que causam o aneurisma, como o aumento da pressão arterial.
  • Aneurismas fusiformes – eles são caracterizados por envolver toda a circulação do vaso e formar uma dilatação gradual e progressiva. Podem se estender em grandes segmentos da artéria envolvendo quase toda a sua porção. São decorrentes da deposição de gordura ou cálcio em suas paredes.

 Causas

O aneurisma cerebral ocorre quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo (artéria). Dentre as suas principais causas, as que mais se destacam são:

  1. Hipertensão arterial: a pressão alta facilita o desenvolvimento dos aneurismas e sua ruptura;
  2. Dislipidemia: é a elevação dos níveis de triglicérides e colesterol;
  3. Predisposição familiar: em média, 15% dos portadores desse acometimento pertencem a famílias que a incidência de aneurismas foi grande;
  4. Diabetes;
  5. Consumo de álcool e outras drogas;
  6. Cigarro.

Sintomas do aneurisma cerebral

O paciente que possui esse tipo de aneurisma pode não possuir sintomas apresentados fisicamente, o que se torna um grande fator de risco já que se apresenta muitas vezes enquanto uma doença silenciosa.

Nesses casos só é possível identificar a enfermidade quando o indivíduo passa pela ressonância magnética ou pela tomografia computadorizada, os dois exames que podem reconhecer a doença. O paciente assim, só irá descobrir a presença de um aneurisma cerebral devido a outras causas.

Os sintomas que são manifestos irão depender da localização de onde o aneurisma encontra-se, como:

  • Dores intensas na cabeça
  • Fala prejudicada
  • Perda da visão
  • Dor intensa nos olhos
  • Visão dupla
  • Pescoço rígido
  • Dores no pescoço
  • Náuseas e vômitos
  • Confusão mental
  • Sonolência
  • Perda da consciência
  • Convulsões
  • Fraqueza muscular
  • Dificuldade de mobilidade de pernas, braços e outras partes do corpo
  • Dormência ou diminuição da sensibilidade de partes do corpo
  • Dor de cabeça muito forte e súbita pode ser o sinal de que um aneurisma foi rompido

Diagnóstico do Aneurisma Cerebral

Os exames mais solicitados são:

  1. Angio-ressonância Magnética: o exame fundamental para o diagnóstico dos aneurismas cerebrais
  2. Exame Neurológico: revela problemas na fala, na força, sensibilidade e movimentos anormais nos olhos, que auxiliará no momento do diagnóstico
  3. Exame ocular: revela a pressão intracraniana elevada dentro do cérebro, incluindo o inchaço do nervo óptico e inchaço da retina
  4. Tomografia computadorizada na região da cabeça
  5. Ressonância magnética na região da cabeça
  6. Angiografia cerebral ou angiografia por tomografia computadorizada espiral da cabeça: esse exame revela a localização exata e o tamanho do aneurisma
  7. Ultrassom transcraniano: Utilizado para diagnóstico precoce do espasmo arterial, causado pela hemorragia no caso de rompimento do aneurisma cerebral.

Tratamento

A equipe médica irá indicar uma intervenção cirúrgica em que irá considerar o tamanho do aneurisma e as condições diagnósticas e clínicas do paciente. Essas preocupações se dão devido aos grandes ricos da cirurgia.

O objetivo da cirurgia é fechar o aneurisma e eliminá-lo preservando a artéria que o nutre, já que todas as áreas do cérebro precisam ser irrigadas para não se degenerar e morrer.

O aneurisma cerebral é uma patologia que pode ser irreversível dependendo de sua gravidade, por esse motivo não hesite em manter os exames e o acompanhamento médico em dia, a assistência de uma boa equipe médica será essencial no momento dos exames e fundamentalmente nas intervenções cirúrgicas.

O aneurisma cerebral possui cura?

Quanto antes o aneurisma for descoberto, diagnosticado com acompanhamento e tratamento médico, maiores serão as probabilidades de cura da doença.

Contudo, ela é considerada uma disfunção de alto nível de gravidade clínica, por esse motivo uma grande parcela dos pacientes não consegue aguentar o rompimento e a outra pode apresentar sequelas neurológicas.

Por esse motivo, é extremamente importante a todos manter seus exames em dia, inclusive o check-up neurológico, para que seja possível, se houver o caso de existência de algum aneurisma, o tratamento seja imediato.

Aneurisma Cerebral – Saiba Mais
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Dr Daniel Azevedo

Dr Daniel Azevedo

Neurologista membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduando do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo, no Laboratório de Neurossonologia do Hospital das Clínicas. Possui título de especialista em neurossonologia concedido pela World Federation of Neurology e pela Academia Brasileira de Neurologia. Atua principalmente nos seguintes temas: doenças cerebrovasculares, hemodinâmica encefálica e neurointensivismo
Dr Daniel Azevedo

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